Heijunka é o nivelamento da produção em volume e mix, de modo que o processo rode a uma taxa constante, em vez de reagir às flutuações imediatas da demanda.
Ele existe porque a variação da demanda se amplifica à medida que avança na cadeia de suprimentos. Uma oscilação modesta na ponta do cliente torna-se maior na montagem e ainda maior no fornecedor, já que cada etapa adiciona uma margem de proteção contra a variação observada. O resultado são ciclos alternados de sobrecarga e ociosidade em todos os níveis. Produzir a uma taxa constante, com o estoque absorvendo as diferenças, interrompe essa amplificação onde ela começa.
O mix importa tanto quanto o volume. Um mês do produto A seguido por um mês do produto B é perfeitamente nivelado em volume e violentamente desnivelado em mix — cada fornecedor que abastece A fica ocioso enquanto B é produzido. Nivelar o mix significa pequenas quantidades de cada um em uma sequência repetitiva, o que só é viável quando os setup de máquina são baratos. É por isso que Heijunka e SMED são quase sempre implementados juntos.
A troca é real: o nivelamento exige manter estoque de produtos acabados, o que vai contra o instinto de minimizá-lo. Manter uma quantidade definida e visível de estoque em troca da estabilidade em toda a cadeia é geralmente um ganho líquido, mas representa um custo real e não uma melhoria gratuita.