A Lei de Little é a relação que estabelece que o trabalho em curso (WIP) médio é igual à taxa média de rendimento (throughput) multiplicada pelo tempo médio de fluxo num limite de processo definido.
A equação é WIP = taxa de rendimento × tempo de fluxo. O tempo de fluxo inclui todo o tempo decorrido entre os pontos de entrada e saída acordados, incluindo a espera. As unidades devem coincidir: o rendimento medido em unidades por hora exige o tempo de fluxo expresso em horas.
Num hipotético processo de arrefecimento que processa 600 componentes por hora, um tempo de permanência necessário de cinco minutos implica um inventário médio de arrefecimento de 50 componentes: 600 × (5 ÷ 60) = 50. Uma meta proposta de 30 componentes implicaria três minutos com a mesma taxa de rendimento. Essa meta necessita de evidências de que o período de arrefecimento mais curto preserva a qualidade do produto.
Durante a medição e análise do DMAIC, a Lei de Little ajuda as equipas a testar metas de inventário e a avaliar estimativas de tempo de fluxo. O WIP deve representar uma média ponderada pelo tempo ou uma estimativa de amostragem sustentável. O rendimento deve cobrir a mesma janela operacional. Filas crescentes e unidades inacabadas nos limites da janela exigem investigação antes que o cálculo suporte uma previsão de operação estável. A média calculada também não estabelece a capacidade máxima de armazenamento necessária durante variações.
O SIPOC estabelece o limite de medição, enquanto o mapeamento do fluxo de valor distingue o tempo de permanência do processamento das filas a jusante. As definições operacionais esclarecem se a terminologia local de "lead time" corresponde ao tempo de fluxo utilizado na equação. Um plano de controlo pode acompanhar o WIP juntamente com a taxa de rendimento e uma medida de equilíbrio da qualidade, sendo utilizados testes piloto para validar as alterações propostas ao tempo de permanência.